Legado da luta popular ✊🏽
Mar 5, 2026•Channel
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Ontem (2), o assassinato de Berta Cáceres completou dez anos. Além de protagonizar a batalha por justiça no caso da morte da mãe, a filha, Bertha Zúñiga Cáceres, mantém vivo o legado da luta popular em Honduras.
Coordenadora-geral do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (Copinh) desde 2017, ela aposta na organização comunitária e na esperança como antídotos frente à violência e à impunidade que seguem rondando o povo Lenca.
“Crimes tentam semear o medo, mas as pessoas têm a decisão de defender seus territórios, defender os rios”, diz Bertha em entrevista exclusiva ao #BrasildeFato.
Ela conversou com a reportagem durante o 4º Encontro Internacional de Atingidos por Barragens e Mudanças Climáticas, que reuniu comunidades de todo o mundo impactadas por megaprojetos, em Belém (Pará), durante a COP30.
Hondurenha, liderança Lenca, feminista e ambientalista, Berta Cáceres, a mãe, dedicou a vida à defesa dos bens comuns e dos direitos dos povos indígenas. Denunciou o modelo de desenvolvimento capitalista que devasta florestas, expulsa comunidades e mata quem sonha com justiça.
Em 2015, recebeu o Prêmio Goldman, uma espécie de “Nobel do Meio Ambiente”, e, em 2 de março de 2016, foi brutalmente assassinada em sua casa, vítima de um feminicídio com cumplicidade de setores empresariais e militares.
A partir daí, a filha, Bertha Zúñiga Cáceres, que “cresceu na luta do Copinh” e participou de processos de formação, assume a coordenação-geral da organização fundada por sua mãe e conduz a defesa dos rios e territórios, e a busca por justiça integral, sem ceder ao medo que os crimes tentam semear.
“Honduras segue destacando-se como um dos países mais violentos do mundo para defensores e defensoras dos territórios”, continua Bertha, que relata a persistência das ameaças e, inclusive, de assassinatos na região.
“Embora tenhamos impulsionado processos de busca de justiça e conseguido encarcerar oito homens, incluindo o presidente da empresa construtora do projeto elétrico, as estruturas criminais, que se disfarçam como empresas legais, mas atuam de maneira violenta, seguem intactas.”
Confira a entrevista no #BrasildeFato 📲
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