Por que Santo Agostinho ainda importa - e o alerta silencioso do Papa Leão XIV
May 4, 2026•Channel
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Neste domingo, 3 de maio, um artigo publicado no jornal italiano Corriere della Sera revelou muito mais do que uma simples reflexão teológica do Papa Leão XIV. O texto antecipa o lançamento de seu novo livro, com a proposta de resgatar uma forma de interpretar o mundo que foi abandonada pela modernidade.
No centro da sua obra está Santo Agostinho e a tensão entre as duas cidades - a Cidade de Deus e a cidade dos homens. Não como territórios, mas como forças que coexistem, se cruzam e disputam o rumo da história… e de cada indivíduo.
O próprio Papa reforça; se abandonada a si mesma, a sociedade se reduz à cidade deste mundo - separada de Deus e destinada à sua própria dissolução.
Mas ainda resta algo; um fragmento preservado e sustentado pela misericórdia e pela mediação divina. E é exatamente isso que mantém o mundo de pé.
Mais do que respostas, Agostinho entrega um método - compreender, interpretar e iluminar a história à luz da fé. É o que o Concílio Vaticano II chamou de “ler os sinais dos tempos”.
Por isso, o papel da Igreja não é disputar poder, mas sim oferecer critérios para interpretar a realidade em um mundo que trocou a verdade por narrativa.
Nós estamos entre a Cidade de Deus e a cidade dos homens. A qual cidade nós pertencemos - e de qual cidade queremos fazer parte? Vale a pena a reflexão.