PRESIDENTE DA CPMI DO INSS VAI PROCESSAR ESQUERDA POR DIFAMAÇÃO; LINDEBERGH PODERÁ SER CASSADO
Mar 31, 2026•Channel
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Published2 months ago
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, comentou nesta terça-feira (31) as investigações sobre o envio de recursos a entidades ligadas à Igreja da Lagoinha. Ele afirmou que existe uma tentativa de desgaste por motivação ideológica e declarou que “o PT não gosta dos evangélicos”.
Viana disse que há distorções sobre a decisão do ministro do STF Flávio Dino. Segundo o senador, não houve imposição de prazo nem condenação prévia, mas um pedido de esclarecimentos sobre o caminho do dinheiro e a forma como os recursos foram aplicados.
O senador também negou a acusação de que teria enviado “emenda Pix” diretamente para uma igreja. De acordo com sua versão, Dino determinou a abertura de uma investigação separada para apurar a responsabilidade da prefeitura que recebeu os valores, o que, para Viana, reforça que parlamentares não controlam a execução do dinheiro depois do repasse.
Ele afirmou ter “consciência tranquila”, disse que já destinou recursos para diferentes fundações, inclusive ligadas a entidades religiosas, e alegou que nunca houve questionamentos anteriores. Viana declarou ainda que é alvo de perseguição, acusou denúncias falsas amplificadas pela imprensa e atribuiu os ataques ao trabalho da CPMI: “Se fosse para fazer tudo de novo, faria exatamente igual”.
Mesmo sem a aprovação de relatório final, o senador afirmou que pediu ao ministro André Mendonça o compartilhamento do material produzido pela comissão e disse que as apurações seguem no Ministério Público e na Polícia Federal, que, segundo ele, já conduzem pelo menos 14 inquéritos sobre os fatos investigados. Na Câmara, a deputada Bia Kicis saiu em defesa das CPIs, criticou decisões que, na avaliação dela, limitam poderes investigativos do Congresso e mencionou pedidos de cassação envolvendo os senadores Lindbergh Farias e Soraya Thronicke após episódios de confusão na última sessão da CPMI.